Sobre a loucura

Estou deitado aqui com minha insanidade.

Que estala dentro da minha mente.

Enquanto contemplo estas paredes vazias,

Recheadas de cimento, concreto e solidão.

Há porta retratos com paisagens distantes,

Pessoas com sorrisos furtivos e olhares decadentes.

 

Como os estranhos que cruzei pelas esquinas

E por um segundo acreditei que eles poderiam me salvar.

Assim como todas as pessoas que vem e vão diariamente.

Acatando as migalhas de redenção que caem dos sorrisos.

Marcando suas vidas em calendários medíocres,

Limitando seus devaneios ao limite da conveniência.

 

Lá fora há loucos e covardes explodem suas mentes

E alucinadamente percorrem os ladrilhos das ruas.

Em meio ao desespero declamam poemas e entoam canções,

Acomodam suas almas em garrafas de bebidas,

Dispersam seus conflitos na fumaça de seus cigarros.

 

Tudo que nos une é o desatino,

Sentinela das casas, das vilas e cidades.

Que contempla nosso sono e ecoa nas brisas.

É o pôster na parede, é a dor estampada nos corações.

Do outro lado a liberdade nos convoca diariamente,

Para inesperadamente cruzarmos as fronteiras da lucidez.

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