Romance

Quando te encontrar figurarei respostas na minha mente

Decorarei cada pergunta tua para não me embaralhar nos meus anseios.

Como um ensaio, uma encenação.

Assim tu vais delinear o meu olhar e contornar meus lábios

Presumindo um enlace, medindo nas tuas perspectivas.

Encaixando cada parte do meu corpo dentro do teu plano

E calcular cada possibilidade de um futuro desatento.

 

Vou trocar as pernas para mudar de calçada,

Desembestar pelas ruas estreitas, desviar o olhar.

E ofegar em busca de um consolo, atirar-me ao vazio.

Enquanto você me procurará pelas esquinas,

Fingindo que ocasionalmente passou por lá.

 

Quando eu me achar diante de tuas vontades,

Seremos apenas como conhecidos.

Sorri, aperta minha mão. Insensatamente me abrace.

Intensamente o desembaraço, como por descuido.

Depois vestiremos nossas aparências,

Posicionaremos nossas máscaras

E conversaremos como pessoas comuns.

 

Por dentro nossas almas dilaceram,

O coração pulsa e machuca.

Silenciosamente nossos desejos contidos adormecerão

Na frieza das nossas verdades.

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Um pensamento sobre “Romance

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