Equinócio

Escrito em alguma noite morna do mês de março, ficou perdido entre tantas páginas do diário preenchidas com milhões de pensamentos. 

“Não sei mais falar de amor, também não sei mais falar do cansaço. É como se toda minha fonte de inspiração estivesse morta, como se uma luz estivesse apagada. Agora todos meus fatos parecem muito repetitivos, ou tão entediantes a ponto de não significarem o espaço de uma linha. Não há mais sobre o que comentar. Não há mais devaneios, delírios ou poesia. Não há mais dor, choro ou melodia. Não há significado em nada que possuo, nada é digno de expressão. 

Essas linhas vagas surgem repentinamente enquanto em algum lugar, alguma alma desesperada grita em plenos pulmões em busca de algum vestígio de vida e lamentar suas misérias, enquanto outras discursam seus bens. Em algum lugar um velho toca discos reproduz o som de nossas almas, o movimento dos nossos corações. 
Um relato indesejado da efemeridade da vida, do piscar dos olhos, dos abraços e sorrisos. Todas as coisas passam tão rápido que a minha maior desculpa para não registrá-los é a curta duração. Quanta bobagem.” 

 

A palavra equinócio vem do latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa “noites iguais”, ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo.

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