Versos de escárnio para uma alma inerte

Perverso, estúpido,
Cruel,
Inútil,
Bizarro
E esdrúxulo.
Te descreveram os poetas moribundos e versados
E eu assino embaixo.

És egoísta, são e tristonho,
Desacelerador de anseios, infrator de sonhos.
De todas as ilusões consideradas vãs,
Tu foste a mais sucinta.

[Restaram apenas meia-dúzia de palavras aliviadas num papel
E garrafas de vinho vazias.]

Meu descaminho, meu lado avesso.
O começo da minha loucura, o final do meu tormento.
O meu último desperdício de tempo. Desvantagem.
Horas de conversas maçantes, teu temperamento anormal.

Tua sujeira, mau humor e cansaço.
As tuas escolhas mal feitas, amores ridículos.
Mau gosto.
Um profundo desgosto.
O final.

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Um pensamento sobre “Versos de escárnio para uma alma inerte

  1. Restaram apenas meias palavras para descrever dúzias de sentimentos antitéticos, as garrafas vazias amarraram as antíteses sedimentares da relação. Antíteses, estas que dão o corpo e a cor do poema, que edificam e fortificam os versos, que mesmo no ato da insânia consegue finar o tormento.

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