Ofegante

Teu olhar multicolorido e infiel
Passa furtivamente pelo meu
E me encontra despreparada
Beirando uma crise, um novo deslize.

Através dos teus sons infinitos
E flutuantes,
Que sussurram teu jeito em meu ouvido,
As tuas palavras tímidas e esquivas
Revelam-se pra mim como num sonho,
Um súbito contentamento,
Minuto de paz.

E todas as letras que escrevo
Nas paredes brancas, nas folhas,
Em meio aos raios de sol que pairam
E cobrem de dourado este céu,
São como pássaros que correm com o vento,
A lua que vela a madrugada,
Protegendo-nos da escuridão.

Para mais uma vez despertar por trás dos sentidos
Das intenções esquecidas,
Para deixar escapar pelos lábios
O que cabe dentro das canções, dos olhares,
Do toque, lugares que mora a saudade.

Dois braços estendidos com pesar
Abraçando a nebulosa ilusão que vaga a mente,
Esperando para desanuviar
Gritam os poetas com descuido
E vaidade,
O transtorno e amor de se contentar.

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