Ode

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Escrito numa hora qualquer de uma segunda-feira tediosa de 2012.

“Estão todos nas ruas, nas vielas e calçadas. Desperdiçando vida, transpirando tédio e absorvendo o nojo para justificar suas falhas. Vejo os loucos, os marginalizados e rebeldes vagando pelas avenidas com seus rostos esfarrapados e ideias flamejantes. Vejo-os rastejar pelo submundo social e reviver a história da sua geração remota e perdida.

São tolos, tolos brilhantes e sagrados, que desnudam suas vergonhas e reformam velhos conceitos. São os desalinhados e rejeitados pela maioria conformada com seus assentos de metrô em busca do espaço pela sobrevivência.

Que unam-se todos todos nesta cidade, que pensem como um só. Impulsionem este país retrógrado, iluminem as almas opacas. Todos esperamos pela luz, pela transgressão, pela inquietação dos corpos!

Os loucos, os justos, os sagrados e inconformados: sejamos um só! Debaixo das luzes de postes alaranjadas, debaixo das pontes, debaixo dos telhados, debaixo do céu. Somos nós os apreciadores da alma e da luz.”

(talvez estava tendo algum delírio, enfim.)

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